Pode dizer-se que Macau foi feito para ser visitado a pé. Embora seja um lugar pequeno, é variado e repleto de atracções pelo que há a tentação de se desviar dum percurso pré-definido, mas que pode, no entanto, ser facilmente retomado de novo.
O melhor lugar para se começar qualquer passeio é a partir da praça central de Macau - o Largo do Senado, onde se encontra o balcão de informação da Direcção dos Serviços de Turismo que fornece informação sobre os locais a visitar nestes passeios, os quais poderão ser combinados ou desenvolvidos.
San Ma Lo (40 minutos)
Centro da Cidade
O nome oficial desta avenida é Avenida Almeida Ribeiro, muito embora a maior parte da população a conheça pelo nome chinês de San Ma Lo (rua nova) quando se refere à rua principal da cidade, a qual liga a curta distância que vai da Avenida da Praia Grande ao Porto Interior. Em menos de uma milha, esta avenida apresenta todos os traços da vida Macaense. No início encontra-se à esquerda o edifício do Banco da China - e um pouco mais à frente, à direita encontra-se o arranha-céus do Banco Nacional Ultramarino - estabelecido em Macau desde 1902 - cuja fachada principal foi preservada. Adjacente a este edifício existe um conjunto de lojas típicas da Costa Chinesa (com fachadas ocres rematadas por decorações com estuque e parapeitos em ferro) cujo piso térreo está ocupado por escritórios e lojas. Em frente à Rua Central encontra-se uma escadaria que vai dar à Catedral. Continuando pela San Ma Lo, à esquerda situam-se o moderno Central Plaza, (com lojas de vestuário), e o Wing Tai, a principal loja de antiguidades… à direita fica os Correios de Macau (com secção filatélica das edições especiais de Macau) com os seus carrilhões que tocam todos os trinta minutos. Chega-se então ao Largo do Senado (o pavimento do Largo é todo coberto por calçada portuguesa)... onde se encontra o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais - edifício neo-clássico de cor branca, - o seu jardim interior, a biblioteca em estilo antigo português e a sua galeria de arte (se aberta) podem ser visitados. À direita encontra-se o edifício também em estilo neo-clássico da Santa Casa da Misericórdia (estabelecida em 1568 - a obra de caridade europeia mais antiga na China). Em frente ficam os Serviços de Turismo, onde poderá retirar brochuras com informações úteis, nesta zona encontram-se inúmeras "tendinhas" e visite a Igreja de São Domingos (construída pelos frades dominicanos em 1590, alberga agora o Museu de Arte Sacra, sendo ainda usada para palco de concertos) está ao fundo do largo. Para uma pausa, pode-se entrar nas pastelarias portuguesas na Rua de São Domingos, que apresenta toda a pastelaria tradicional portuguesa. De novo na San Ma Lo, à direita, encontram-se farmácias tradicionais, joalharias (onde o ouro de 24 K é uma autêntica pechincha), bancos e lojas de roupa. Aí existem lojas que vendem restos de colecção das fábricas locais. Passando pelo Hotel Central (aberto em 1928 foi durante muitos anos o centro de jogo de Macau), encontra-se a Rua dos Mercadores (desvio para a Tercena e Jardim de Camões) com as suas casas de penhores com edifícios de fachadas "art-deco" restauradas. Depois de se atravessar a rua e voltando-se à esquerda pela Travessa do Mastro... vê-se em frente o Fat Siu Lau (aberto em 1903, o restaurante mais antigo de Macau, famoso pelo seu pombo assado), voltando-se novamente à esquerda encontra-se a Rua da Felicidade (local antigo agora restaurada com o seu glamour do virar do século). A Rua da Felicidade vai dar ao Porto Interior. Aí encontram-se inúmeras lojas. Vende-se desde o peixe seco salgado até aos bolos típicos de Macau ou pequenos pedaços de carne de porco na brasa. Retorne à Avenida Almeida Ribeiro, e siga do lado direito da estrada, passando pela loja de antiguidades, e na vizinhança poderá encontrar lojas de vestuário barato de marcas famosas.
San Ma Lo - à noite
Em San Ma Lo a animação, prolonga-se pela noite dentro, com lojas abertas e restaurantes que estão, frequentemente, ainda mais animados à hora de jantar...Antes de descer a rua faça uma pequena volta ao longo da velha marginal, a Avenida da Praia Grande... à sua direita encontram-se os imponentes edifícios dos escritórios governamentais... o mais belo está iluminado (foi construído em 1849 para Palácio do Governo e alberga agora a Sede da RAEM)... à esquerda pode admirar o lago formado pelas águas da baía, onde se situa a Fonte Cibernética e, todas as noites, pode-se assistir a diferentes demonstrações. Volta de novo a San Ma Lo, com a sua brilhante iluminação e vá até ao Largo do Senado, feericamente iluminado e literalmente inundado de grupos de pessoas que conversam e visitam as lojas... siga em frente e penetre no Bairro da Felicidade, que à noite se enche de vida, com os seus barulhentos e apinhados restaurantes, o aroma das diversas bancas de cozinha que competem nas ruas pelo apetite dos passantes, o som das pedras do mahjong, a música brotando das janelas abertas e as conversas dos grupos que passeiam relaxadamente. Se sentir apetite, são numerosos os restaurantes ao seu dispor nesta área.
Colina da Guia e São Lázaro (60 minutos)
Arredores Históricos
Este percurso começa no ponto mais alto de Macau - A Colina da Guia (a 110 metros do nível do mar) na qual está situada a Fortaleza da Guia (construída em 1637, e denominada pelo Farol, que foi erigido em 1865. Foi o primeiro em toda a costa chinesa e ainda funciona estando nele instalada a Capela de Nossa Senhora da Guia. Existe ainda um posto de informação turística, uma esplanada onde servem refrescos e uma plataforma com um canhão de onde se disfruta uma magnífica vista da Cidade)... descendo a fortaleza pela Estrada do Engenheiro Trigo - um trilho circunda a colina onde a circulação automóvel é vedada, sendo por isso conhecida pelos corredores matinais de Macau, observadores de pássaros e namorados... encontra-se um circuito de manutenção... mais à frente está a estação superior do Teleférico do Monte da Guia (a funcionar entre as 8:00 e as 18:00 horas, demora 80 segundos a percorrer o trajecto)... perto da estação inferior está o Jardim da Flora (outrora local de uma mansão que foi destruída por uma explosão de uma fábrica de fogo de artifício em 1928, tem um pequeno zoo, jardim botânico e algumas pedras gravadas da antiga mansão)... atravessando a estrada para a Avenida Sidónio Pais... no lado oposto pode-se ver a entrada do túnel que liga directamente ao Terminal Marítimo... dois quarteirões à frente encontra-se à direita a Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen (que trabalhou em Macau entre 1892/4, tendo a sua família construído esta casa com fachada mourisca nos anos 30... tem pinturas e quadros, livros e outros documentos bem como o memorial da sua vida... aberto das 10:00 às 13:00 e das 14:30 às 17:00 horas e fechada às 3as feiras)... poucos metros à frente tem à direita a Estrada Adolfo Loureiro... caminhando até à Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida, e atravessando-a à sua frente está a entrada do Jardim Lou Lim Ieoc (construído pelo homem de negócios chinês Lou Kau no final do séc. XIX e modelado através dos clássicos jardins de Suzhou com paisagens em miniatura... muito popular para os exercícios matinais chineses, fotos de família. Existe um pavilhão onde há frequentemente concertos e exposições... este jardim está aberto do amanhecer ao anoitecer) de novo na Avenida perfilam-se à direita casas dos anos 20 restauradas, e que agora são a Biblioteca Central, e outros Serviços Públicos... na Calçada de São Lázaro (zona considerada elegante no princípio do século veêm-se muitas mansões restauradas e pintadas em cores pastel... uma biblioteca creme e branca, ocupa agora o lugar da Igreja de São Lázaro que se incendiou - o edifício presente é novo) de novo na avenida principal, denominada agora por Rua do Campo, encontram-se lojas de moda e a Plaza Cultural (a qual tem uma óptima livraria)... vire à direita para a Rua Pedro Nolasco da Silva... à sua direita fica o edifício neo-clássico que foi em tempos um hospital e onde se encontra agora o Consulado Geral de Portugal. A rua desemboca na Rua de S. Domingos que leva até ao Largo do Senado.
Nas Pegadas de Sun Yat Sen
O Dr. Sun Yat-sen, líder da revolução que, em 1911, derrubou a dinastia Manchú, nasceu em Cuiheng, a poucos quilómetros a norte de Macau. Após obter a licenciatura em Medicina no "Queen's College" em Hong Kong em 1892, mudou-se para Macau onde exerceu clínica pela primeira vez no Hospital Kiang Wu. Alugou quartos no nº14 do Largo do Senado (edifício que já não existe) até ter possibilidade de comprar uma casa para sua crescente família (na altura, a sua primeira mulher, filho e duas filhas) na Rua de Silva Mendes. Escreveu diversos artigos defendendo reformas para auxiliar os camponeses da China e a abertura de escolas para os pobres que foram publicados no "Eco Macaense" cujo editor, Chico Fernandes, era um dos seus admiradores e divulgadores, outro foi Lou Kau (um proeminente filântropo e homem de negócios chinês que mandou construir o Jardim Lou Lim Ieoc e fundou o Hospital Kiang Wu), que persuadiu o hospital a emprestar 2 mil patacas a Sun para poder abrir a Farmácia Sino-Europeia na Rua das Estalagens (que também já não existe mas servia de local de reunião para Sun e os seus amigos liberais). Sun era também um convidado frequente do Jardim Lou Lim Ieoc. Em 1894 Lou Kau teve conhecimento que agentes Manchú planeavam prender Sun e assim este viu-se forçado a fugir, primeiro para Cantão, onde fundou a revolucionária "Sociedade Reviver a China". Conseguiu escapar de novo para Macau, onde permaneceu por pouco tempo, até embarcar para Honolulu. Sun nunca mais voltou a Macau mas a sua família permaneceu lá. Em 1928 uma explosão num depósito de munições destruiu-lhes a casa e foi então decidido construir, no local, a Casa Memorial Dr. Sun Yat Sen. Desenhada num estilo pseudo-mourisco, tem no pátio central a estátua de Sun e alberga os seus livros, correspondência, fotografias e recortes de velhos jornais com relatos da sua vida, para além de recordações e homenagens dos seus amigos Macaenses. A Casa pode ser visitada, todos os dias excepto às 3as.feiras, das 10:00 às 13:00 e das 14:30 às 17:00 horas.
Colina da Penha (90 minutos)
Onde Portugal encontra a China
Muito se pode ver neste passeio que fica entre a Praia Grande e o Porto Interior, por isso sugerimos uma pausa no itinerário para uma refeição. Obs.: Evitar fazer esta visita às Terças-Feiras, visto que o Museu Marítimo encontra-se encerrado.
Partindo do Largo do Senado pela Rua Dr. Soares, suba esta rua junto ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais… Vire à esquerda para a Calçada do Tronco Velho e encontrará o Largo de Santo Agostinho no qual está a Igreja de Santo Agostinho (erigida pelos Frades Agostinhos em 1586, tem no seu altar uma imagem de Nosso Senhor dos Passos que é todos os anos levada em procissão no primeiro dia da Quaresma, percorrendo a Via Sacra pelas ruas da Cidade)... à direita está a sede da Casa Ricci (uma casa de caridade), a Biblioteca Chinesa Sir Robert Ho Tung e o Seminário de São José, aberto diariamente... no lado oposto está o Teatro Dom Pedro V (o mais antigo teatro europeu na China, aberto em 1858). O largo está pavimentado em calçada portuguesa com desenhos heráldicos coloridos... saia-se do largo pela íngreme descida defronte do teatro para a Rua Central... pela sua direita irá deparar com a Rua de São Lourenço... visite-se a Igreja de São Lourenço (aberta diariamente, tem um impressionante tecto de madeira e um altar colonial)... Se gosta de igrejas históricas, caminhe à volta da Igreja de S. Lourenço até à Rua do Seminário onde poderá encontrar a Capela do Seminário de S. José (construída pelos Jesuítas, tem a forma de um crucifixo e uma alta cúpula)… Volte atrás pelo mesmo caminho até chegar à Rua Central e atravesse a estrada e desça até à Travessa Padre Narciso seguindo-a para a Avenida da Praia Grande... à esquerda encontra-se a Sede do Governo da RAEM … continuando pela direita, caminhando ao longo da Avenida da Praia Grande, fica no lado oposto uma nova zona, albergando os Lagos Artificiais, a Fonte Cibernética e a Torre de Macau… Encontram-se ainda diversos restaurantes, … a seu lado está uma casa centenária, onde funciona a Escola Ricci seguindo-se por um parque infantil municipal onde as crianças aprendem o código da estrada dentro de carrinhos a pedais... à direita está a Calçada do Bom Parto, rua íngreme que leva até à Residência do Cônsul de Portugal em Macau (ex-Hotel Bela Vista) e até ao Hotel Ritz (onde poderá tomar uma bebida relaxante no terraço)... continuando a subir pela Rua da Boa Vista e voltando à esquerda na Calçada da Penha encontra-se o Palácio Episcopal e Igreja da Penha (cujo largo em frente é um extraordinário miradouro sobre a Cidade de Macau e sobre as ilhas vizinhas). Aí existem várias lojas de lembranças e, depois, desçendo pela Estrada de D. João Paulino... passando pelo Palácio de Santa Sancha - residência dos ex-Governadores - construído pelo mesmo arquitecto da Sede do Governo da RAEM... chega-se até à baía, à Avenida da República... caminhando pela direita junto ao paredão... à esquerda estão as Portas do Entendimento (monumento erigido à amizade multisecular Sino-Portuguesa) que está numa ilha artificial mais em frente a Torre de Macau... ao virar a esquina vê-se a Pousada de São Tiago (fortaleza do séc. XVII transformada agora numa Pousada Portuguesa com mobília da época e restaurante interior e exterior... outro bom local para um refresco ou refeição) continuando pela ponta da Barra, passando as docas em direcção do Templo de A-Ma (construído durante a Dinastia Ming e dedicado à Deusa dos Pescadores, tem quatro pavilhões para orações construídos sobre o rochedo. O nome de Macau deriva deste templo)... atravessando o Largo do Pagode da Barra chega-se à Ponte n°1 (possível sítio de desembarque dos fukieneses e portugueses) onde está situado o Museu Marítimo de Macau (estilizado em forma de barco, com uma vasta e única colecção que realça a interligação entre o Mar de Macau e esta Região. Aberto diariamente a partir das 10:00 às 18:00 horas. Fechado às 3as feiras)... aí se se tiver apetite, pode-se experimentar um dos restaurantes de gastronomia portuguesa e macaense na Rua do Almirante Sérgio… tomar um táxi ou autocarro à cidade.
No Rasto de George Chinnery
Qualquer pessoa familiar com a pintura de George Chinnery reconhecerá muitos dos locais da cidade velha. O itinerário que sugerimos é longo mas, se tiver falta de tempo, poderá seleccionar alguns exertos. Comecemos no antigo Cemitério Protestante (a sua sepultura é uma das mais decoradas; neste mesmo local poderá também admirar a campa de Morrison que Chinnery pintou em 1838). Chinnery chegou a Macau em 1825, com uma bem sucedida carreira na Grã-Bretanha e na Índia. Aqui viveu até morrer, em 1852, tornando-se o mais importante de todos os artistas da Costa da China. Na sua época esta área era uma espécie de enclave britânico, uma vez que a "Casa Garden" esteve alugada a homens de negócios ingleses até à fundação de Hong Kong. O Jardim de Camões, era um local muito popular e Chinnery pintou-o repetidas vezes tal como aos vizinhos Fortaleza do Monte e Igreja de S. Paulo (os seus desenhos da igreja são dos poucos que a retratam antes do fogo). Continuando em direcção à praça principal, que ofereceu a Chinnery inúmeras oportunidades para usar edifícios históricos, como a Igreja de S. Domingos e a Santa Casa da Misericórdia, como pano fundo para os seus quadros de crianças a brincar, barbeiros de rua, mercados de rua mostrando pessoas e animais como, por exemplo, porcos. A partir do largo vá pela Rua Central até ao local que, no tempo de Chinnery, era conhecido por "O Cume" visto que os seus abastados residentes podiam olhar sobranceiros os moradores da beira água. O artista alugou quartos na Rua Ignácio Baptista (o edifício já não existe mas, por essa razão, a rua adjacente chama-se Rua George Chinnery), que ficava perto de alguns dos seus locais favoritos como a Igreja de S. Lourenço e a Capela do Seminário de S. José. No entanto, para admirar os modelos mais famosos das obras de Chinnery, teremos que descer até à Praia Grande, embora tenhamos que usar a imaginação para recriar a paisagem da época. Prossiga depois até ao Templo de A-Ma, que pouco mudou embora as belas tripulantes dos sampans da beira da água tenham desaparecido há muito.
Ruínas de São Paulo e O Jardim de Camões (60 a 75 minutos)
Marcos de uma Herança
Do Largo do Senado, avistam-se as muralhas da antiga Fortaleza do Monte que se erguem por detrás da Igreja de São Domingos... (o local pode ser visitado bem como o museu de arte sacra)... na Rua de São Domingos... virando-se à esquerda pela Rua da Palha que se passa a denominar Rua de São Paulo (com as suas boas lojas de antiquários e mobiliário) chega-se à escadaria e fachada das Ruínas de São Paulo (Igreja construída pelos Jesuítas em 1602, as ruínas ainda visíveis foi o que restou de um incêndio que a devastou em 1835, tornando-se num dos símbolos de Macau)... pode-se admirar a história da Religião Católica na Ásia esculpida na fachada... passando a entrada principal encontra a cripta restaurada que contém as relíquias dos mártires cristãos e o Museu de Arte Sacra... prosseguindo por detrás desta Igreja até ao Museu de Macau (ilustrando a história de Macau e as relações entre Portugal e China. Aberto a partir das 10:00 às 18:00 horas, fechada nas 2as feiras)... desçendo pela escadaria até à Rua de Santo António... o lugar ideal para encontrar antiquários e reproduções, procurar por robes bordados com dragões, reproduções de mobiliário da Dinastia Ching, porcelana, moedas antigas, caixas de laca, pergaminhos de papel etc… no final da qual se encontra a Igreja de St. António ficando no lado oposto do largo oAntigo Cemitério Protestante (última morada de 150 mercadores, missionários, marinheiros e residentes do séc. XIX como o artista George Chinnery)... ao lado está a Casa Garden (casa que pertenceu ao presidente da Companhia das Índias Britânicas é agora galeria de arte e sede da Fundação Oriente)...junto à casa situa-se o Jardim de Camões, nome do poeta português Luís de Camões cujo busto se encontra numa gruta... o jardim oferece ainda uma vista panorâmica sobre a China, bancos para se jogar o xadrês chinês, belos canteiros de flores e um monumento à amizade Luso-Chinesa... pode-se acabar este passeio aqui tomando um táxi no largo, ou continuar pela Rua Botelho até à Rua da Tercena, onde poderá encontrar um pequeno passeio de forma triangular e diversos artigos expostos no chão, pelas várias lojas nomeadamente peças de antiguidade e de artesanato chinês, memorabilia de Mao e outras reproduções. Esta rua divide-se em duas, ambas com artífices a trabalharem na carpintaria chinesa, esculpindo jade, outros a produzirem santuários ou lojas vendendo gaiolas de bamboo para pássaro com recipientes de porcelana e outros com mostras de papagaios feitos de papel e artigos de ofertas para os templos.
O Porto Exterior (30 minutos)
Macau ultramoderno
Nos últimos tempos Macau quase que duplicou o seu tamanho, com novas áreas criadas por intermédio de aterros. Uma destas ocupa agora o Porto Exterior onde, noutros tempos ancoravam os ferries e hidroaviões.
Comece no Hotel Grand Lapa tomando o caminho à borda da baía que passa junto do "health club" do hotel, desembocando num jardim decorado com pequenos lagos e esculturas em pedra. Em frente fica o Centro Cultural, culminado pela sua imponente pala, no edifício central situa-se o Teatro que é utilizado para representações teatrais e concertos, um teatro-estúdio e uma zona para exposições. O edifício adjacente alberga o Museu de Arte com uma exposição permanente de pintura e caligrafia chinesa, cerâmica Shiwan, documentos artísticos e históricos do Séc.XX para além das exposições temporárias. Está aberto todos dias excepto Segundas das 10:00 às 19:00 horas. Siga pela Avenida marginal Dr. Sun Yat Sen, passando pela Sala de Exposições do Desenvolvimento Urbano de Macau, até à Estátua de Kun Iam emergindo num pequeno promontório, esta imagem de bronze da Deusa Budista da Misericórdia foi esculpida por uma Portuguesa e fundida na China. A sua base, em forma de lótus, é um pequeno centro ecuménico para meditação e informação sobre as religiões chinesas. A partir da estátua a larga avenida leva-nos ao Parque Dr. Carlos d'Assumpção (com parques infantis e belos recantos para descansar). Passeie no Parque até à Avenida da Amizade virando à esquerda para o Jardim das Artes (um parque decorado com elegantes figuras geométricas). Atravesse a avenida até ao Jardim do Comendador Ho Yin. Vire à direita para a Rua de Luís Gonzaga Gomes e siga-a até chegar ao Centro de Actividades Turísticas (CAT), perto do Fórum Macau. Aqui pode visitar o Museu do Grande Prémio (dedicado às corridas anuais do campeonato de Fórmula 3 e onde pode ver carros, motos, vídeos e um simulador de corridas interactivo) e o Museu do Vinho (exposição de vinhos Portugueses, equipamento antigo da fabricação do vinho e história da cultura das vinhas. Ambos estão abertos, diariamente, das 10:00 às 18:00 horas e encerrado às Terças ). Se entretanto estiver com apetite pode almoçar num dos restaurantes da vizinhança ou apanhar o autocarro ou um taxi para o centro.
O Porto Exterior - à noite
Esta área tornou-se num centro de vida nocturna, com restaurantes e bares a abrirem quase permanentemente. Pode repetir os passos do itinerário anterior e, dependendo da hipótese de ter bilhetes para um espectáculo no Centro Cultural ou no Fórum, nesse caso, tem uma imensa escolha de restaurantes para um jantar cedo, para uma ceia e bebidas antes ou depois do espectáculo. Os jogadores poderão ir aos casinos e todos apreciarão um pequeno passeio até à estátua iluminada de Kun Iam e ao parque escultórico do Jardim das Artes.
Vila da Taipa (40 minutos)
Ponto de encontro do Passado e Presente
Há autocarros para o terminal da Aldeia da Taipa... na praça existe um pequeno Templo de Tin Hau... no lado oposto encontra-se a mansão restaurada que é o Museu da História da Taipa e Coloane... descendo pela Rua Correia da Silva até à Travessa da Felicidade, que está frequentemente coberta por frutos secos ou peixe em cestos de palha... virando para a Rua dos Mercadores, uma das ruas estreitas alinhadas pelas tradicionais lojas da Costa Chinesa, com gelosías em madeira e ornamentações na parede em estuque... ao nível da rua estão as lojas, restaurantes e pequenos negócios de família... depois de se passar pelo Largo das Virtudes e Largo Maia de Magalhães encontra-se a Rua da Cunha, por vezes conhecida como "Food Street" devido aos restaurantes de culinária Portuguesa, Macaense, Chinesa, Indiana, Italiana e até Africana - nesta e nas ruas circundantes. Atravessando a Rua Correia da Silva e seguindo pela rua estreita, inclinada e empedrada da Calçada do Quartel, assim denominada pela fortaleza militar que se encontra no topo da colina e que é agora uma esquadra da polícia... entra-se na Avenida Carlos da Maia... passando pelos Correios e pela Escola encontra-se a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (igreja construída em 1885)... Em frente há um jardim, com fontes e bebedouros cobertos com videiras… existe um caminho em Zig-Zag, ladeado por paredes baixas, que vai terminar na Avenida da Praia (esta baía - era no passado o porto dos barcos mercantis chineses e indianos - hoje este espaço já está conquistado ao mar.)…Encontrarão uma belíssima fila de casas dos princípios do Sec.XX, impecavelmente restauradas e uma avenida de banianas e caramanchões cobertos de flores. O primeiro edifício é o Museu Casa da Taipa (repleto de reproduções de mobiliário e decorações da época tanto de estilo chinês como europeu, ilustrando a vida de um Macaense típico desse tempo). A porta seguinte é da Casa das Ilhas (mostrando mapas, fotografias e recordações das ilhas da Taipa e Coloane), seguindo-se a Casa das Regiões de Portugal (exibindo trajes típicos, instrumentos musicais e fotografias). Segue-se a Galeria de Exposições com exposições itinerantes de fotografia, pintura, cartazes, e, finalmente a casa maior, actualmente utilizada para reuniões e recepções que se podem estender até à praia e a um pequeno recinto ao ar livre. De notar que os Museus fecham à Segunda-feira. Nesta altura já deve estar com fome, por isso, é melhor voltar para trás, subir os degraus caminhando a Calçada do Carmo até à Avenida Carlos Eugénio. Do lado oposto situa-se uma das antigas fábricas de panchões que, em tempos, floresceram na Taipa e… mesmo à frente fica a "Food Street".
A Taipa - à noite
A Taipa tem uma intensa vida nocturna. Claro está que os inúmeros restaurantes da "Food Street" estão sempre muito animados tal como estão os principais hotéis da ilha que possuem casinos e discotecas para além de uma enorme variedade de locais de comes e bebes. Mas a Taipa é também um local privilegiado para os amantes do desporto. No Clube de Jockey de Macau realizam-se corridas de cavalos nocturnas a meio e nos fins de semana. Não é necessário marcar lugar com antecedência, é fácil combinar uma noite nas corridas com um excelente jantar quer antes quer depois. O outro centro desportivo é o Estádio de Macau, perto da pista de corridas. Está equipado com campo de futebol, pistas de atletismo servindo também para a realização de concertos pop. Obtenha informações junto dos balcões do Turismo ou no seu Hotel.
Vila de Coloane (30 minutos)
Relembrando a Costa Chinesa
Siga-se em autocarro em direcção a Coloane ou Hác Sá até à Vila de Coloane… Comece pelo Largo Presidente António Ramalho Eanes, e observe-se a pequena estátua em bronze de um cupido no meio da pequena praça… Contorne-se à direita para a Rua das Gaivotas… a qual passa a Rua dos Navegantes… caminhando até ao Templo de Tin Hau (guardado por leões Chineses pintados a preto e dourado... observe-se no seu interior o tecto em madeiras verdes e azulejos beiges)... defronte estão lojas medicinais Chinesas, um altar esculpido nas raízes de uma árvore e lojas vendendo peixe seco salgado (o qual se diz ser o melhor da região)... no porto da Ponte Cais de Coloane (antes da construção do istmo e das pontes da Taipa era aqui o porto de chegada dos ferries da cidade)... voltando ao templo há acesso à marginal Avenida Cinco de Outubro... caminhando-se pela direita, encontra-se um curso de água (outrora pertencente à Cortina de Bambu que dividia a China e o Mundo) e uma pequena ilha pertencente à Zona Económica Especial de Zhuhai... está a ser desenvolvida como porta comercial do Delta do Rio das Pérolas, ligado por ponte a Coloane... seguindo a avenida ribeirinha com as suas figueiras de Bengala e palmeiras... à esquerda está o Largo de São Francisco Xavier (mas continuando...) e a Biblioteca pública em estilo colonial... algumas casas particulares, a Missão Luterana e a Escola Primária Comandante Gabriel Teixeira... no final desta rua está o Templo de Tam Kung (dedicado ao Deus Taoísta dos pescadores, com o tecto em azulejo e, lá dentro, um barco esculpido em osso de baleia com imagens dos guardiões... ainda um fresco na parede representando o tigre)... tomando de novo a rua à esquerda, seguindo depois na primeira à esquerda para a Rua do Estaleiro... seguindo pela fila de figueiras de Bengala até ao Largo Tin Hau Miu pode visitar-se aí o Templo de Tin Hau (dedicado à Deusa dos Mares, com uma entrada imponente onde está exposta um carro antigo e tradicional do Corpo de Bombeiros com a mangueira)... voltando ao Estaleiro que passa a ser denominada por Travessa da República... atravessando o parque para a Travessa do Pagode para outro Templo de Tin Hau (notável por uma porta em forma de lua e esculpida com placas ornamentais em dourado)... contornando pela direita e caminhando pela rua com as lojas típicas da costa chinesa onde se encontram ferragens, mercearias e camisarias... defronte está o largo, com a calçada portuguesa e os arcos laterais, dominado pela Capela de São Francisco Xavier (aberta em 1928 para albergar o reliquário com o osso do braço do santo e ossos de mártires cristãos do Japão, Coreia e Indochina... agora todos foram transladados para museus japoneses ou macaenses, mas a Capela é muito bela especialmente a sua fachada de côr creme e branca). No extremo do largo está um monumento a assinalar a vitória sobre os piratas em 1910, um obelisco rodeado por canhões e munições... em ambos os lados do largo existem restaurantes... saia-se do largo pela Rua dos Negociantes para visitar outras lojas tais como de antiguidades regressando-se de novo ao largo principal, aí é de comprar uma caixa de pastéis de nata na pastelaria Lord Stow's Bakery antes de tomar o autocarro de volta à cidade.
Atracções Extra Em Coloane
Coloane tem muitos atractivos para além da aldeia. Saia do autocarro junto ao Parque Seac Pai Van para desfrutar de um caminho montanhoso, visitar o aviário, o Jardim Zoológico Infantil e o Museu Natural e Agrário (com exposições do ecossistema local e sala dedicada à ervanária medicinal chinesa), ou apanhe o autocarro para a Praia Cheoc Van (onde o espera uma bela praia arenosa, piscina, "Yacht Club" possibilidade de praticar "windsurf" e a Pousada de Coloane para além de excelentes restaurantes Portugueses e Italianos) ou mesmo até à Praia de Hác Sá (aqui a areia é preta mas muito limpa).
Fonte de informação dos Mapas - Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro